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Introdução

Apresentação

Num controle convencional, o controlador sabe onde a aeronave está porque o piloto informa. Já no controle com vigilância ATS, ele vê a aeronave na tela, e isso muda o que ele pode fazer: em vez de esperar a aeronave chegar a um fixo, pode levá-la até onde precisa, por meio de proas, níveis e velocidades. Isso é a vetoração.

Na aproximação, a vetoração tem um objetivo prático: pôr as aeronaves que chegam em fila na final, com o espaçamento certo e o mínimo de atraso. É o sequenciamento. Para isso, o controlador combina três ferramentas: a trajetória (proas e atalhos), a velocidade e, quando nada mais resolve, a espera.

Este manual é para quem vai controlar uma posição de aproximação (APP) ou de centro (CTR) na Vatsim Brasil e precisa saber vetorar com segurança: quando pode, como fazer, o que dizer na frequência e como montar uma sequência que funcione.

Revisão Data Descrição Revisor
10/2026 08/10/2026 Criação do Manual —

Sobre este Manual

A base normativa é a ICA 100-371: o Capítulo XI (Serviço de Vigilância ATS) para identificação, vetoração e separação; o Capítulo V (Serviço de Controle de Aproximação) para ordem de aproximação, aproximação visual e hora estimada de aproximação; e as Seções XXXI a XXXIII do Capítulo III para ajuste de velocidade e espera. A fraseologia segue o MCA 100-162.

Algumas partes do manual são técnica, e não norma: a geometria das curvas, as distâncias de interceptação recomendadas e as regras de bolso de espaçamento. Esses trechos aparecem marcados como boa prática. Quando uma boa prática e a ICA 100-37 parecerem divergir, vale a ICA 100-37.

Escopo

Este manual cobre:

  • a identificação da aeronave e o início do Serviço de Vigilância ATS;
  • a vetoração: objetivos, métodos, responsabilidades e término;
  • a separação mínima com vigilância ATS e os mínimos de esteira de turbulência na aproximação;
  • as técnicas de vetoração para interceptar uma radial, um curso de aproximação final ou uma aproximação visual;
  • o ajuste de velocidade horizontal e vertical;
  • o sequenciamento das chegadas, da ordem de aproximação até a transferência para a torre;
  • a espera e a hora estimada de aproximação;
  • a fraseologia correspondente, em português e inglês.

Fora do escopo

Não fazem parte deste manual:

Importante

Conteúdo destinado ao ambiente de simulação de voo. Em operações reais, utilize sempre as publicações oficiais vigentes, as cartas aeronáuticas e os canais AIS e ATS.

Como usar este manual

  1. Leia Fundamentos da Vetoração para saber quando você pode vetorar, o que passa a ser sua responsabilidade e qual separação aplicar.
  2. Leia Técnicas de Vetoração para levar a aeronave até onde precisa, em especial até a aproximação final.
  3. Leia Ajuste de Velocidade para conhecer os limites e o método do controle de velocidade.
  4. Leia Sequenciamento para juntar tudo: ordem de chegada, espaçamento na final, espera e transferência para a torre.
  5. Consulte a Fraseologia sempre que tiver dúvida sobre o que dizer.
  6. Revise o Checklist Rápido antes de abrir uma posição de aproximação.

Leitura complementar

Este manual pressupõe os conceitos do Manual de Espaço Aéreo e Serviços ATS: classes de espaço aéreo, TMA, CTR, níveis e altitude de transição. Para o uso do EuroScope (etiquetas, F1 + S, F1 + D), veja EuroScope. Os limites e procedimentos de cada TMA estão na seção Terminais.


  1. ICA 100-37, Serviços de Tráfego Aéreo: regulamenta no Brasil os Serviços de Tráfego Aéreo previstos no Anexo 11 e no Doc 4444 da OACI. Edição em vigor em 27/11/2025. ↩

  2. MCA 100-16, Fraseologia de Tráfego Aéreo: estabelece os padrões de fraseologia de tráfego aéreo. Edição aprovada pela Portaria DECEA/DNOR1 n° 1.716, de 28/04/2025. ↩

  3. ICA 100-37, Arts. 1020 e 1023: a aproximação radar de vigilância só é autorizada a pedido do piloto ou na falta de outro procedimento publicado, e a PAR é realizada no Brasil somente por aeronaves militares. ↩