SBGR - Guarulhos
Dados Gerais
| Informações | |
|---|---|
| Nome do aeródromo | Governador André Franco Montoro |
| Tipo de Operação | Internacional, Público e Militar |
| Altitude de transição | 8000 pés |
| Elevação | 2461 pés (750 m) |
| Código de referência | 4E19 |
| Espaço aéreo | CTR Guarulhos, classe D, GND/3600 pés17 |
| Operação | IFR. VFR de asa fixa proibido, exceto militares brasileiras18 |
| Aceita A380? | 19 |
Informações Úteis
Selecione uma das ferramentas nas abas acima (Cartas, Meteorologia ou Tráfego) para acessar as informações do aeródromo.
Pistas
Pistas preferenciais
As duas pistas são paralelas e distam apenas 375 m entre eixos. Por isso não há operação independente: em condições normais uma pista é de pouso e a outra de decolagem1.
-
Pousos:
10R/28L
Pista sul, 3000 × 45 m. Preferencial para pouso. ILS CAT III na 10R e CAT I na 28L.
-
Decolagens:
10L/28R
Pista norte, 3700 × 45 m, junto aos pátios. Preferencial para decolagem. ILS CAT II na 10L e CAT I na 28R.
Sistema preferencial: cabeceiras 10
Com componente de vento de cauda menor que 7 kt e pista seca, o sistema preferencial é o 10R/10L, usado em preferência ao 28L/28R1.
Com o sistema 10 em uso e vento de cauda, o piloto que pedir o sistema 28 deve contar com atraso no pouso ou na decolagem1.
| Configuração | Pouso | Decolagem | Quando |
|---|---|---|---|
| 10 (preferencial) | 10R | 10L | Vento de cauda < 7 kt e pista seca |
| 28 | 28L | 28R | Demais casos (vento de cauda ≥ 7 kt na 10 ou pista não seca), conforme o vento |
Dados das pistas
| Pista | Dimensões | TORA | LDA | Aproximação | Observações |
|---|---|---|---|---|---|
| 10L | 3700 × 45 m | 3700 m | 3610 m | ILS CAT II, RNP | Cabeceira deslocada 90 m |
| 28R | 3700 × 45 m | 3700 m | 3640 m | ILS CAT I, RNP | Cabeceira deslocada 60 m |
| 10R | 3000 × 45 m | 3000 m | 3000 m | ILS CAT III, RNP | TODA 3300 m (zona livre de obstáculos de 300 m) |
| 28L | 3000 × 45 m | 3000 m | 3000 m | ILS CAT I, RNP |
Órgãos ATC
| Código | Abrev. | Indicativo de Chamada | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|---|
| SBGR_ATIS | AGR | ATIS | 127.750 | D-ATIS |
| SBGR_DEL | DGR | Tráfego Guarulhos | 121.000 | DCL (código SBGR) |
| SBGR_GND | GGR | Solo Guarulhos | 121.700 | |
| SBGR_TWR | TGR | Torre Guarulhos | 132.750 |
DCL
O SBGR tem DCL (autorização de tráfego por enlace de dados). Na rede, a estação usa o código SBGR.
| Código da estação | SBGR |
| Quem opera | SBGR_DEL. Sem DEL, a posição que assume a autorização em top-down (GND, TWR, APP ou ACC) |
| Ferramenta do controlador | Janela de DCL do TopSky, com o código pessoal do Hoppie ACARS |
| Ferramenta do piloto | ACARS da aeronave ou cliente compatível com Hoppie, enviando o pedido de autorização para SBGR |
| Prazo | Pedido até 15 minutos antes do EOBT2 |
Como funciona:
- O piloto envia o pedido (RCD) para
SBGR, com posição de estacionamento e letra do ATIS. - O controlador confere o plano e responde com a autorização: limite, pista, SID, código transponder, letra do ATIS e próxima frequência.
- O piloto aceita (
WILCO/ACCEPT). A autorização está cotada e não há cotejamento por voz. - Com a autorização aceita, o piloto chama o Solo direto para acionamento ou reboque.
Configuração do controlador
- Faça login no DCL do TopSky com o código
SBGRantes de abrir a posição. - Anuncie no controller information:
DCL AVBL LOGON SBGR. - Pedido com erro (plano inválido, SID errada, sem ATIS) volta como REVERT TO VOICE: o piloto chama o Tráfego na frequência.
- Se o piloto não aceitar em tempo razoável, considere a autorização não entregue e chame por voz.
Decolagem de interseção no pedido de autorização
O piloto deve informar já ao pedir a autorização se não puder decolar das interseções previstas (veja Pontos de decolagem). No DCL, isso vai no campo livre do pedido3.
Áreas de responsabilidade
A divisão segue os pontos de espera das pistas. Tudo que fica entre os pontos de espera ao norte da 10L/28R e ao sul da 10R/28L é da Torre.
| Posição | Responsável por |
|---|---|
| GND | Pátios 1 a 10, TWY A e B, taxilanes Y, TWY V e M e as ligações (G, H, I, J, K, L, N, O, P, Q) até o ponto de espera da 10L/28R. Ao sul: pátios 12 e 13 e TWY S, T e U até o ponto de espera da 10R/28L |
| TWR | As duas pistas, todos os cruzamentos, as saídas rápidas BB, CC, DD, FF e as TWY entre as pistas (C, D, E e os trechos de G, BB, CC e O entre a 10L e a 10R) |
Pontos de transferência (círculos coloridos no mapa):
- Chegada pela 10R/28L com destino aos pátios norte: a aeronave segue na frequência da Torre, aguarda e cruza a 10L/28R com autorização da Torre e só chama o Solo depois de cruzar e livrar a 10L/28R4.
- Saída: o Solo transfere a aeronave para a Torre antes do ponto de espera da pista de decolagem. Para aliviar a frequência, o Solo pode mandar monitorar a Torre, sem chamada inicial5.
- Chegada com destino aos pátios 12 e 13: a aeronave livra a 10R/28L pelo lado sul (T ou U) e chama o Solo depois de livrar a pista.
Cruzamento da pista adjacente
- Aeronave que livra uma pista NUNCA cruza a pista paralela sem autorização específica do ATC.
- Aeronave aguardando para cruzar fica na frequência da Torre e não pede cruzamento: a Torre chama.
- Uma vez autorizada, o cruzamento deve ser rápido.4.
Fluxo de solo
Regra geral
- TWY A é o caminho padrão de deslocamento, nos dois sentidos, entre os pátios e as cabeceiras.
- TWY B é a alternativa: use quando a A estiver ocupada ou interditada, para ultrapassar uma aeronave parada ou para separar fluxos em sentidos opostos.
- As ligações entre A, B e a pista (G, H, L, N, O, P, Q) servem de entrada e saída. As saídas rápidas BB, CC, DD e FF são só de saída de pista.
- Decolagens (10L): táxi pela A para oeste até G (cabeceira) ou H (interseção).
- Pousos (10R): CAT C, D e E livram por BB, CC ou O (fim da pista), aguardam antes da 10L e cruzam por L, N ou O para a A. CAT A e B livram por T ou U, ao sul.
- Pátios 12 e 13: pela S até a G, cruzando a 10R com autorização da Torre, até o ponto de espera da 10L na G.
- Alternativa: B para oeste até H ou G.
Exemplo: TAM3456, táxi para o ponto de espera da pista 10L via A, G.
- Decolagens (28R): táxi pela A para leste até Q (cabeceira), P ou O (interseções).
- Pousos (28L): CAT C, D e E livram por G, aguardam antes da 10L e cruzam por G para a A. CAT A e B livram por T ou U, ao sul.
- Pátios 12 e 13: pela S até a G, cruzando a 10R e a 10L com autorização da Torre, e depois pela A.
- Alternativa: B para leste até P ou Q.
Exemplo: GLO1234, táxi para o ponto de espera da pista 28R via A, Q.
Saídas de pista
Para garantir o tempo mínimo de ocupação de pista (MROT), o piloto deve livrar pelas TWY abaixo ou avisar a Torre no primeiro contato se não puder6.
| Pista | CAT A e B | CAT C e D | CAT E |
|---|---|---|---|
| 10R | T (1497 m) ou U (1795 m) | BB ou CC (2450 m) ou O (3000 m, fim da pista) | BB, CC ou O |
| 10L | L (1061 m) | N (2212 m) ou O (2397 m) | N, O ou FF (2840 m) |
| 28R | O (1155 m) ou N (1340 m) | L (1951 m) ou DD (2340 m) | L ou DD |
| 28L | T (1502 m) ou U (1204 m) | G (2487 m) | G |
Distância da cabeceira até a TWY de saída.
Restrições de táxi
Por porte de aeronave7:
| Aeronave | Onde não pode taxiar |
|---|---|
| Envergadura acima de 44 m | TWY S, T e U |
| Código F (ex.: A380, B747-8) | TWY A entre a G e o pátio 1 |
| TWY M e V | |
| TWY G entre a 10R/28L e o pátio 12 | |
| Taxilanes internas dos pátios 1 a 5 (ver abaixo) |
Na TWY V e na TWY A entre a G e o pátio 1, a envergadura máxima é de 65 m.
O que são as taxilanes dos pátios 1 a 5
São as linhas de táxi pintadas dentro dos pátios, em vermelho e azul, que levam até as posições de estacionamento. Elas têm nome próprio no AIP: Y1W, Y1E, Y2W, Y2E, e assim por diante até Y5W e Y5E. O número indica o pátio; W e E indicam o lado oeste ou leste.
Outras restrições:
- Baixa visibilidade (RVR < 400 m): táxi progressivo pelas rotas padronizadas, com instruções curtas do Solo8.
Pontos de decolagem
Aeronaves categoria D ou menores devem estar configuradas para decolar das interseções abaixo9. Na prática, a Torre usa a interseção para encaixar a decolagem entre pousos.
| Pista | Ponto | TORA | Quem usa |
|---|---|---|---|
| 10L | G (cabeceira) | 3700 m | Pátios 1 e 2, CAT E e quem não aceitar a interseção |
| 10L | H | 3400 m | Aeronaves vindas dos pátios 3, 4, 5, 6 e 7 |
| 28R | Q (cabeceira) | 3700 m | CAT E e quem não aceitar a interseção |
| 28R | P | 3460 m | CAT D ou menor |
| 28R | O | 2397 m | CAT D ou menor |
| 10R | G | 2487 m | Decolagens paralelas dependentes (ver abaixo) |
- O piloto informa ao pedir a autorização se não puder decolar da interseção3.
- O piloto chega ao ponto de espera pronto para decolar; se não estiver, avisa o Solo.
- Alinhamento imediato quando autorizado, e corrida iniciada em até 10 segundos após a autorização de decolagem.
- A TWR não informa hora de pouso e decolagem10.
Operação segregada
Na operação segregada a 10R/28L recebe os pousos e a 10L/28R as decolagens ao mesmo tempo. Como as pistas estão a 375 m uma da outra, a arremetida de quem pousa e a decolagem da pista ao lado podem se cruzar. Por isso a separação entre elas é visual, mantida pelo piloto da aeronave que arremete11.
Condições para usar11:
| Condição | Valor |
|---|---|
| Meteorologia | VMC, teto ≥ 1000 pés e visibilidade ≥ 5000 m |
| Divergência | Trajetórias de decolagem e de aproximação perdida divergentes em pelo menos 15° |
| Esteira na final | A aeronave na aproximação final não pode ser PESADA |
| Esteira na decolagem pela 28 | A aeronave decolando da RWY 28 não pode ser PESADA |
| Divulgação | Operação em andamento e IAC em uso informadas no ATIS (ou em VHF, sem ATIS) |
Fora dessas condições não há operação segregada: a Torre separa pousos e decolagens das duas pistas sem contar com a separação visual.
O piloto em comando deve11:
- Avisar a TWR se perder as referências visuais na final. Sem aviso, o ATC entende que ele tem referências visuais abaixo de 1000 pés e aplicará separação visual em caso de arremetida.
- Em arremetida, manter separação visual com a aeronave decolando da pista ao lado.
- Manter a outra aeronave à vista até ela deixar de ser tráfego essencial.
- Observar a separação de esteira quando instruído a manter separação visual e pedir espaçamento adicional se julgar necessário.
- Incluir PESADA ou SUPER logo após o indicativo no contato inicial, se aplicável.
Fraseologia em caso de arremetida11:
Decolagens paralelas dependentes
Quando há mais decolagens que pousos, a Torre pode decolar pelas duas pistas (10R/10L ou 28L/28R)12:
- Mínimos: visibilidade ≥ 5000 m e teto ≥ 1000 pés.
- Trajetórias de decolagem divergentes em pelo menos 15° até 2 NM do fim da pista.
- Operação divulgada no ATIS.
- O piloto avisa na autorização se não puder operar na 10R/28L e, código C ou D, ao pedir táxi se não puder decolar de H (10L), G (10R) ou P (28R). No primeiro contato com o Controle São Paulo, informa a pista de decolagem.
RRSM
RRSM (Reduced Runway Separation Minima) é a separação mínima reduzida entre aeronaves na mesma pista. Com RRSM, a Torre pode autorizar um pouso ou decolagem antes de a aeronave precedente livrar a pista, desde que haja razoável certeza de que a distância abaixo será mantida. SBGR foi o primeiro aeródromo do Brasil a usá-la13.
Condições (todas)13:
- Do nascer ao pôr do sol.
- Visibilidade ≥ 5 km e teto ≥ 1000 pés.
- Vento de cauda até 3 kt.
- Pista seca: sem chuva, neve ou gelo reportados no METAR.
- Mínimos de esteira de turbulência aplicados normalmente.
- RRSM informada no ATIS.
Distância mínima: 2400 m da cabeceira, que corresponde a:
| Pista em uso | Pouso após pouso | Pouso após decolagem / decolagem após decolagem |
|---|---|---|
| 10R | Precedente passou a CC, em movimento e vai livrar sem recuo | Precedente passou a CC |
| 28L | Precedente passou a G, em movimento e vai livrar sem recuo | Precedente passou a G |
| 10L | Precedente passou a O, em movimento e vai livrar sem recuo | Precedente passou a O |
| 28R | Precedente passou a DD, em movimento e vai livrar sem recuo | Precedente passou a DD |
A Torre dá informação de tráfego junto com a autorização:
Pátios e companhias
Referência para a simulação. Os terminais seguem o informativo de companhias aéreas da GRU Airport; a divisão entre pátios é uma simplificação, não a alocação oficial do aeroporto. VAs usam os pátios da companhia real que representam.











































Qualquer companhia, conforme a disponibilidade.


e excedente dos demais pátios.

Aviação geral e táxi aéreo.
- Aviação geral só estaciona no pátio 1214.
- Militares com destino à BASP (pátio 13) seguem com o Solo, como qualquer tráfego.
Logos obtidas da GRU Airport, Travelpayouts (Cargolux e Atlas Air), Wikipedia (Sideral) e Voe Samba. As marcas pertencem às respectivas companhias.
Outros procedimentos
Aproximações e pousos
- HIRO (operação de pista de alta intensidade) H24: o piloto ajusta pouso e decolagem para o menor tempo de ocupação de pista15.
- Velocidades na aproximação: 180 kt a 10 NM e 160 kt a 5 NM da cabeceira. Velocidade atribuída pelo ATC é obrigatória; quem não puder cumprir avisa16.
- Separação mínima de vigilância na final: 3 NM13.
- Livrar a pista completamente antes de parar.
- Os pilotos não reportam trem baixado, exceto em emergência.
Comunicações
- Para evitar congestionamento, o ATC pode mandar monitorar a próxima frequência. Nesse caso, não há chamada inicial5.
Regulamentos do aeródromo
- VFR de asa fixa proibido, exceto militares brasileiras ou aeronaves não RNAV quando os procedimentos convencionais estiverem indisponíveis18.
- Voos de treinamento (circuitos, toque e arremetida) a critério da Torre, conforme o movimento.
Diagramas desenhados pela VATSIM Brasil sobre a geometria do OpenStreetMap (ODbL), conferida com a carta ADC SBGR (AIRAC 2605). Não use para navegação real. Fonte normativa: AIP Brasil, AD 2 SBGR, AMDT 2610A1.
-
AIP Brasil, AD 2 SBGR 2.20, item 1.1. Distâncias declaradas: AD 2.13 e carta ADC. ↩↩↩
-
AIP Brasil, AD 2 SBGR 2.20, item 12 e AD 2.8. ↩
-
AIP Brasil, AD 2 SBGR 2.20, item 4.2. Ver também a notícia do DECEA. ↩↩↩
-
AIP Brasil, AD 2 SBGR 2.20, item 8 e AD 2.8. ↩