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SBGL - Galeão

Dados Gerais

Informações
Nome do aeródromo Galeão - Antônio Carlos Jobim
Tipo de Operação Internacional, Público e Militar
Altitude de transição 7000 pés
Elevação 28 pés (9 m)
Maior aeronave Wide-bodies (código 4E); A380 e B747-8 com procedimentos especiais1
Espaço aéreo CTR Galeão, classe D, GND/2000 pés9
Aceita A380? 1

Informações Úteis

Selecione uma das ferramentas nas abas acima (Cartas, Meteorologia ou Tráfego) para acessar as informações do aeródromo.

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Pistas

Sistema preferencial de pistas

SBGL tem duas pistas que não se cruzam, mas convergem a oeste: a 10/28 (4000 m, concreto), ao norte dos terminais, e a 15/33 (3180 m, asfalto), a sudoeste deles3.

  • Decolagens: 10


    4000 × 45 m. Preferencial para decolagem na operação segregada. ILS CAT II na 10 e ILS na 28.

  • Pousos: 15


    3180 × 47 m. Preferencial para pouso na operação segregada. ILS na 15. Cabeceiras deslocadas nos dois sentidos.

Sistema preferencial

Com componente de vento de cauda de até 7 kt e pistas secas, vale a configuração da tabela abaixo, conforme o cenário em uso3.

Com o sistema preferencial em uso, o piloto que pedir o sistema alternativo deve contar com atraso no pouso ou na decolagem3.

Cenário Pousos Decolagens Quando
Operação segregada (preferencial) 15 10 Vento de cauda de até 7 kt e pistas secas
Pista única 15/33 15 15 Só a 15/33 disponível
Pista única 10/28 10 10 Só a 10/28 disponível
Operação convergente 28 33 Ativada pela Torre, ver Operação convergente

Dados das pistas

Pista Dimensões TORA LDA Aproximação Observações
10 4000 × 45 m 4000 m 4000 m ILS CAT II
28 4000 × 45 m 4000 m 4000 m ILS
15 3180 × 47 m 3060 m 2930 m ILS Cabeceira deslocada (130 m)
33 3180 × 47 m 3050 m 2930 m Não precisão Cabeceira deslocada (120 m)
  • Na 15/33, o piloto inicia a decolagem do início da pista, sem precisar taxiar até a cabeceira deslocada2.
  • O AD recebe aeronaves até o código 4E. A380 e B747-8 operam com procedimentos especiais1.

Órgãos ATC

Código Abrev. Indicativo de Chamada Frequência Observações
SBGL_ATIS AGL ATIS Galeão 127.600 D-ATIS
SBGL_DEL DGL Tráfego Galeão 121.000 DCL (código SBGL)
SBGL_RMP RGL Pátio Galeão 121.950 Apenas durante eventos
SBGL_GND GGL Solo Galeão 121.650
SBGL_TWR TGL Torre Galeão 118.000

DCL

O SBGL tem DCL (autorização de tráfego por enlace de dados)4. Na rede, a estação usa o código SBGL.

Código da estação SBGL
Quem opera SBGL_DEL. Sem DEL, a posição que assume a autorização em top-down (GND, TWR, APP ou ACC)
Ferramenta do controlador Janela de DCL do TopSky, com o código pessoal do Hoppie ACARS
Ferramenta do piloto ACARS da aeronave ou cliente compatível com Hoppie, enviando o pedido de autorização para SBGL

Como funciona:

  1. O piloto envia o pedido (RCD) para SBGL, com posição de estacionamento e letra do ATIS.
  2. O controlador confere o plano e responde com a autorização: limite, pista, SID, código transponder, letra do ATIS e próxima frequência.
  3. O piloto aceita (WILCO/ACCEPT). A autorização está cotada e não há cotejamento por voz.
  4. Com a autorização aceita, o piloto chama o Pátio (ou o Solo, sem Pátio) para acionamento ou reboque.

Configuração do controlador

  • Faça login no DCL do TopSky com o código SBGL antes de abrir a posição.
  • Anuncie no controller information: DCL AVBL LOGON SBGL.
  • Pedido com erro (plano inválido, SID errada, sem ATIS) volta como REVERT TO VOICE: o piloto chama o Tráfego na frequência.
  • Se o piloto não aceitar em tempo razoável, considere a autorização não entregue e chame por voz.

Áreas de responsabilidade

Mapa de SBGL com as faixas das pistas em amarelo, sob a Torre, os pátios 1, 2, 3 e 5 em verde, sob o Pátio, e o restante em azul, sob o Solo
Faixas amarelas: Torre. Verde: Pátio (só em eventos). Restante: Solo. A linha tracejada passa pelos pontos de espera. Círculos brancos: números dos pátios.
Posição Responsável por
APRON (só em eventos) Pátios 1, 2, 3 e 5, até a saída do pátio
GND TWY B, K, N, M e as ligações até o ponto de espera; pátios 6, 7 e 8. Sem APRON, também os pátios 1, 2, 3 e 5
TWR As duas pistas, os cruzamentos da 15/33 e as TWY dentro dos pontos de espera
  • Com o Pátio em serviço, a aeronave com destino aos pátios 1, 2, 3 e 5 chama o Pátio antes de entrar no pátio4.
  • Saída: o Pátio entrega a aeronave ao Solo na saída do pátio; o Solo transfere para a Torre antes do ponto de espera.
  • Chegada: depois de livrar a pista, a Torre transfere para o Solo; o Solo entrega ao Pátio antes da entrada do pátio.
Área de atuação do Pátio Galeão

Área de atuação do Pátio Galeão


Fluxo de solo

Regra geral

  • TWY B acompanha a 15/33 e liga os pátios 2, 3 e 5 às cabeceiras 15 e 33. K e Y correm entre B e os terminais.
  • N e M acompanham a 10/28. L1 liga o pátio 1 à N, que leva à cabeceira 10 pela P.
  • L2 a L5 ligam os pátios à B.

Fluxo de solo na operação segregada: decolagens pela L1, N e P até a cabeceira 10; pousos na 15 livrando pela D ou pela E
Verde: decolagens. Laranja tracejado: envergadura acima de 36 m. Azul: pousos.

  • Decolagens (10): L1, N e P até a cabeceira 10.
  • Envergadura acima de 36 m (10): saída do pátio 2 pela L3, depois K, N e P.
  • Pousos (15): livram pela D ou pela E e seguem pela B até a ligação do pátio (L2 a L5).

Exemplo: GLO1234, táxi para o ponto de espera da pista 10 via L1, N, P.

Fluxo de solo na operação convergente: decolagens pela B até a G, cabeceira 33; pousos na 28 livrando pela DD ou BB e seguindo pela N até a L1
Verde: decolagens. Laranja tracejado: envergadura acima de 36 m. Azul: pousos. Barra vermelha: espera obrigatória antes de cruzar a 15/33.

  • Decolagens (33): B para sudeste até a G, na cabeceira 33.
  • Envergadura acima de 36 m (33): B até a F, cruza a 15/33 com autorização da Torre, J, atravessa o pátio 5 e entra pela H. A B entre F e G é limitada a 36 m.
  • Pousos (28): livram pela DD ou pela BB e seguem pela N para oeste até a L1.

Exemplo: TAM3456, táxi para o ponto de espera da pista 33 via L4, B, G.

Saídas de pista

O piloto deve ajustar o pouso para o menor tempo de ocupação de pista (MROT), principalmente nos horários de maior movimento5.

Pista Saídas
15 D (~1390 m) ou E (~1890 m)
33 C (~1960 m)
10 AA (~1090 m) ou CC (~2060 m)
28 DD (~1170 m) ou BB (~2080 m)

Distância aproximada da cabeceira até a saída, medida no diagrama.

Restrições de táxi

Restrição Onde
Envergadura máxima de 36 m Pátio 1 e TWY Y1, Y2, Y3 e Y46
Envergadura máxima de 36 m TWY B entre a F e a G6
Barras de parada K entre L2 e L3; M entre K e L1, entre L1 e P e entre P e Q; N entre L1 e P e entre Q e S; T entre N e M7

Hotspots

  • HS1: pilotos cruzando a 15/33 pela F e pela J já entraram na pista sem autorização. Cruzamento só com autorização explícita da Torre.
  • HS2 e HS3: na AA e na CC, atenção ao reingresso inadvertido na 10/28 em uso.

Pontos de decolagem

Visão geral de SBGL com pátios numerados e os pontos de decolagem marcados com a TORA disponível
Pontos de decolagem (roxo) com a TORA disponível. Números em círculo: pátios.
Pista Ponto TORA
10 P (cabeceira) 4000 m
28 Z (cabeceira) 4000 m
15 A (início da pista) 3060 m
33 G ou H (início da pista) 3050 m
  • O piloto chega ao ponto de espera pronto para decolar; se não estiver, avisa o ATC com antecedência2.
  • Corrida iniciada em até 10 segundos após a autorização de decolagem2.
  • Aeronaves RBAC 121 podem ser autorizadas a decolar ao mesmo tempo da 02 do SBRJ e da 15 do SBGL8.

Operação convergente

A Torre pode ativar operações simultâneas nas pistas 28 e 33, sempre segregadas: pousos na 28 e decolagens da 332.

Condições (todas)2:

  • Visibilidade igual ou acima do mínimo do procedimento e teto pelo menos 100 pés acima da DH.
  • Operação informada no ATIS (ou por rádio, sem ATIS) quando o tráfego entra na TMA.
  • Carta de aproximação específica em uso, com "Converging" no nome (ex.: IAC ILS U (Converging) RWY 28). O ponto de aproximação perdida dessas cartas é recuado em relação à cabeceira.

O piloto deve2:

  • Avisar o APP no primeiro contato se não puder executar a aproximação "Converging".
  • Em arremetida após o MAPT, curvar antes da radial limite da carta. Se não puder, avisar o APP ou a Torre.

Ponto de corte

É o ponto da final da 28 que a aeronave em aproximação ainda não pode ter passado para a Torre autorizar uma decolagem da 33. Depois dele, ninguém decola da 33 até a aeronave pousar ou arremeter.

Condição Ponto de corte
IMC 3 NM da cabeceira 28
VMC (teto ≥ 1500 pés e visibilidade ≥ 5000 m) 1,4 NM da cabeceira 28

Ponto de corte e fraseologia: modelo operacional da TWR-GL, citado no AIP2.

Numa arremetida após o MAPT na 28, a separação com quem decola da 33 pode ficar reduzida. Em VMC, a separação visual pode resolver; passe a informação de tráfego essencial o quanto antes.

PTATC, curve à direita para o procedimento de aproximação perdida, tráfego essencial local, B737 iniciando a decolagem da pista 33.
PTATC, curve à direita para o procedimento de aproximação perdida, tráfego essencial local, B737 decolando da pista 33, passando o ponto médio da pista.
PTATC, curve à direita para o procedimento de aproximação perdida, tráfego essencial local, B737 decolando da pista 33, cruzando a cabeceira 15.
PTATC, tráfego, B737 iniciando arremetida da pista 28, atenção tráfego essencial local, passando a cabeceira 28.
PTATC, tráfego, B737 iniciando arremetida da pista 28, atenção tráfego essencial local, passando o ponto médio da pista.

Pátios e companhias

Referência para a simulação. As posições seguem as cartas PDC e o AIP; as companhias seguem a lista de companhias do aeroporto na Wikipedia. A divisão entre posições é uma simplificação, não a alocação oficial do aeroporto. VAs usam as posições da companhia real que representam.

Pátio1·2Terminais 1 e 2Doméstico · pátio 1 até 36 m de envergaduraPosições 23 a 45
GOL
GLO
LATAM
TAM
Azul
AZU
Pátio3Terminal 2 · Píer SulInternacionalPosições 46 a 84
LATAM
TAM
GOL
GLO
Azul
AZU
LATAM Chile
LAN
LATAM Perú
LPE
Aerolíneas Argentinas
ARG
Avianca
AVA
BoA
BOV
Copa
CMP
JetSMART
JAT
SKY Airline
SKU
Paranair
American Airlines
AAL
Delta
DAL
United
UAL
Air Canada
ACA
Air Transat
TSC
Air France
AFR
KLM
KLM
British Airways
BAW
Iberia
IBE
ITA Airways
ITY
Lufthansa
DLH
TAP
TAP
Emirates
UAE
Pátio1·2·3RemotoPernoite e excedentePosições 85 a 149

Qualquer companhia, conforme a disponibilidade e a envergadura.

Pátio5Terminal de cargasCargueiros, aviação geral e estadia prolongadaPosições 1 a 31
LATAM Cargo
LCO
Atlas Air
GTI
Cargolux
CLX
Total
TTL
Modern
MWM
Sky Lease
KYE
Aerotrans
Pátio6ManutençãoHangares junto à TWY L7

Aeronaves em manutenção.

Pátio7·8Base Aérea do GaleãoMilitar · 8: Correio Aéreo Nacional
FAB
  • Os pátios 1, 2 e 3 recebem aviação comercial doméstica e internacional, aviação geral, táxi aéreo e órgãos de governo. O pátio 5 recebe cargueiros, aviação geral, estadia prolongada e transporte militar6.
  • Aeronaves com mais de 36 m de envergadura não usam o pátio 16.

Logos obtidas da GRU Airport e da Travelpayouts (Cargolux e Atlas Air). As marcas pertencem às respectivas companhias.


Outros procedimentos

Aproximações e pousos

  • Livrar a pista no menor tempo possível (MROT)5.
  • Os pilotos não reportam trem baixado, exceto em emergência.

Regulamentos do aeródromo

  • Observar a VAC para entrar e sair do circuito de tráfego10.

Diagramas desenhados pela VATSIM Brasil sobre a geometria do OpenStreetMap (ODbL), conferida com as cartas ADC e PDC SBGL. Não use para navegação real. Fonte normativa: AIP Brasil, AD 2 SBGL, AMDT 2610A1.